Câmpus de Araçatuba
diminuir fonte aumentar fonte
 
Faculdade de Odontologia
Página PrincipalInstituição › Apresentação

Apresentação

Histórico

O movimento inicial para a criação da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araçatuba foi liderado pelo Professor Joaquim Dibo, educador radicado em Araçatuba, com total apoio das áreas política e social da época, com destaque para o Senhor Nicolau Fares, proprietário da Rádio Cultura de Araçatuba; Doutor Aureliano Valadão Furquim, Prefeito Municipal até 1955 e do Doutor Joaquim Geraldo Corrêa, Prefeito Municipal de 1956 a 1960.

A iniciativa contava também com o irrestrito apoio das seguintes entidades e personalidades locais:

Câmara Municipal de Araçatuba, na pessoa de seus Presidentes: Aristides Troncoso Peres (1953-54, 1957-58), Augusto Simpliciano Barbosa (1954-55), Antônio Giampietro Sobrinho (1955-56) e Renato Prado (1956-57);

Imprensa escrita de Araçatuba, na pessoa dos Senhores Jeremias Alves Pereira e Salim Jorge, pela "Tribuna da Noroeste"; João Baptista Peres Marques e Waldomiro Novaes, pela "A Comarca" e Clóvis Soares Maia, pelo "Diário de Araçatuba";

Associação Odontológica Regional, na pessoa de seus Presidentes: Elias Gonçalves da Motta (1953-54); Ruy Damiano Castilho (1954-55) e Manoel Dourado (1956-57);

Associação Comercial de Araçatuba, na pessoa de seus Presidentes: Izidoro Villar (1953-55; Antenor Geraldi (1955-57) e Armindo Vanick (1957-59);

Professores de Araçatuba: Fausto Perri, que acompanhava o Professor Joaquim Dibo em todas as iniciativas e movimentos educacionais; Abranches José, Adelino Moreira Marques, Américo Roque Cardoso, Ariostina Pinheiro, Aurélio de Oliveira, Fernando Amaral de Almeida Prado, Geraldo José Olivieri, João Arruda Machado, João Lopes Figueiredo, Jorge Corrêa, José Augusto Lopes Borges, Lauresto Rufino, Luiz Ortiz, Maria José Bedran de Castro, Mauro Nery, Newton Brasil de Lima, Osmar Bonvicino e Sylvio José Venturolli, dentre outros, com muitos deles fazendo parte de bancas examinadoras dos primeiros concursos vestibulares da Faculdade.

Após essa intensa movimentação instalada na cidade, é criada, por meio de um projeto apresentado, justificado e defendido pelo médico local, Deputado Plácido Rocha, a Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araçatuba, cuja lei 2.633, de 30 de janeiro de 1954, previa em seu parágrafo segundo que a sua instalação somente poderia ocorrer a partir de 1955, condicionada à doação, ao Estado, de terreno e edifícios necessários.

Em 20 de janeiro de 1955 é publicada a Lei estadual n.º 2956, dispondo sobre o sistema estadual de ensino superior do Estado, já com a inclusão da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araçatuba naquele sistema, na condição de Instituto Isolado de Ensino Superior, mantido pelo Governo do Estado de São Paulo.

Concomitantemente, o Magnífico Reitor da Universidade de São Paulo, José de Mello Soares, editava Portaria designando uma comissão com o fim específico de adotar providências preliminares para o funcionamento da Faculdade. Essa Comissão tinha como Presidente o Prof.Dr. Paulo de Toledo Artigas e como membros os Professores Francisco Degni, Carlos Aldrovandi, Zeferino Vaz e Joaquim Dibo.

Por intermédio de um Decreto do Governador Jânio Quadros, em 28/8/56 o Professor Doutor Carlos Aldrovandi foi nomeado Diretor da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araçatuba e, em conseqüência natural, foram encerrados os trabalhos da Comissão anteriormente designada para adotar as providências preliminares com vistas ao seu funcionamento.

Por meio do Decreto federal n.º 41.557, de 22/5/57 foi autorizado o funcionamento do curso de Odontologia e aprovado o respectivo Regimento.

Elaborou-se um calendário especial, com o início das aulas previstas para o dia 10/6/57 e o encerramento das mesmas em fevereiro de 1958, sem férias no mês de julho.

Em 10/6/57 foi criado o primeiro órgão de representação estudantil da Faculdade, o Centro Acadêmico XXII de Maio que, exatamente 7 anos após a sua criação, teve sua denominação alterada para Diretório Acadêmico "Prof. Carlos Aldrovandi".

Em 16/12/60 é realizada a sessão solene de colação de grau da primeira turma de Cirurgiões-Dentistas, tendo o cortejo universitário, com a participação de autoridades e dos formandos, saído do antigo prédio da Associação Comercial e se deslocado até o local da solenidade, no antigo Cine São Francisco.

Essa turma teve como Paraninfo o Presidente Jânio Quadros; como Patrono o Senhor Nicolau Fares e como Orador o acadêmico Sosígenes Victor Benfatti.

Por meio do Decreto-lei federal n.º 107 e após parecer final da Comissão Verificadora da Diretoria do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura, em 10/10/61, foi reconhecido o curso de Odontologia da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araçatuba.

Em 30/01/70, de acordo com o Decreto estadual n.º 191, a Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araçatuba passou a ter a denominação de Faculdade de Odontologia de Araçatuba, uma vez que o curso de Farmácia não havia sido instalado.

Por esse Decreto a Faculdade passou a constituir-se em autarquia de regime especial, com vinculação e subordinação devidamente regulamentados, especialmente com o Conselho Estadual de Educação e com a Secretaria de Educação, através da Coordenadoria do Ensino Superior do Estado de São Paulo.

A partir de 30/01/76, mercê da edição da Lei n.º 952, a Faculdade passa a integrar, a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, como Unidade Universitária do Câmpus de Araçatuba.

Em janeiro de 1984, atendendo solicitação da Egrégia Câmara Municipal , a Faculdade dá início aos estudos sobre a viabilidade da criação de um curso de Medicina Veterinária no Câmpus de Araçatuba.

A solicitação da Câmara Municipal contava com o apoio de vários Prefeitos da região, Câmara de Vereadores, Deputados, escolas, sindicatos, cooperativas, Clubes de Serviço, Lojas Maçônicas e comunidade local.

A partir dos estudos realizados na Faculdade e com o aval dos Conselhos Departamentais e da Congregação, foram estes remetidos à apreciação do Conselho Universitário.

Em 25/6/88, após ampla e acalorada discussão, o Conselho Universitário da UNESP aprovou a criação de dez novos cursos de graduação, entre eles o de Medicina Veterinária do Câmpus de Araçatuba.

Participaram dessa reunião, como membros daquele Conselho os Professores Acyr Lima de Castro, Almir Lima de Castro e Gildo Matheus, além do funcionário Francisco Inácio Pinheiro.

Vale lembrar que a criação dos novos cursos não obteve votos favoráveis de todos os presentes. Alguns conselheiros se abstiveram, outros votaram contra e alguns destes com declaração de voto. Cabe aí o registro de voto contrário muito interessante de um membro daquele Colegiado, cujo teor é o seguinte: "Sou contra a votação em bloco de um assunto tão importante como a criação de novos cursos, uma vez que permite que se crie um curso de Medicina Veterinária em Araçatuba, com único argumento de que das árvores de lá só caem dentistas."

É, portanto, criado, por meio da Resolução UNESP 41/88, o curso de Medicina Veterinária, integrado à Faculdade de Odontologia do Câmpus de Araçatuba, cujas atividades letivas são iniciadas em 23/02/90.

Esse novo curso obteve reconhecimento por meio da Portaria do Ministério da Educação e do Desporto n.º 162, de 24/02/95.