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Diretoria da FOA comemora o dia das Mães

No dia 11 de maio, foi realizada pela Diretoria da FOA,  homenagem ao “Dia da Mães”

A Diretora Profª Ana Maria  e o Vice-Diretor  Profº Wilson Poi fizeram a abertura e, em seguida,  a Profª  Cidinha Baracat  declamou uma poesia de sua autoria “Oração de Mãe”, que comoveu todos os presentes.

Na sequencia houve apresentação de dança Flamenca, realizada pelas bailarinas Ana Elisa Antunes e Bruna Bruno, professoras da Academia de Danças Ana Eliza, de Araçatuba.

As assessoras da direção Rosana e Tânia promoveram sorteio de brindes e ainda, as mães presentes receberam uma lembrancinha da diretoria.

A Diretoria agradece a presença de todas as mães.

 


 Oração de Mãe

SENHOR: O mundo lá fora é um chamariz constante, que acena aos meus filhos com falsas promessas, tentando arrastá-los e destruir neles a semente do bem que plantei no seu coração. Ajuda-me a enfrentar o inimigo invisível, a aceitar o desafio do meu tempo, para que eu seja a mulher forte e destemida, cujos exemplos de coragem e dignidade meus filhos possam levar como armas para a luta do dia-a-dia.

SENHOR: não permitas que eu me transforme em escrava dos meus afazeres domésticos, nem me isole no reduto confortável e cômodo do meu lar e da minha cozinha. Ajuda-me a cultivar toda a minha capacidade, para que eu possa crescer em todas as direções e meu filho tenha de mim a visão integral de uma pessoa, não de um ser em potencial, sem direitos nem vontade própria.

SENHOR: não permitas que minha vaidade pessoal me transforme num ser fútil e vazio, convencional e tolo, a desfilar permanentemente o brilho sem valor de uma elegância inútil. Ajuda-me, Senhor, a ser bela com moderação, para que a minha aparência bem cuidada seja apenas um dos elementos agradáveis da minha personalidade, coexistindo com a beleza interior e com as qualidades imperecíveis da grandeza moral e da força do caráter. Que meus filhos possam ver, no brilho do meu olhar e no meu constante sorriso, o reflexo da minha paz de espírito e a consciência do dever cumprido.

SENHOR: não permitas que eu busque, acima de tudo, angariar riquezas materiais, nem transmita a meus filhos a noção de que o valor das pessoas se mede pelas suas posses. Ajuda-me, Senhor, a ganhar com dignidade o necessário, e a gastá-lo com equilíbrio e parcimônia. Que eles possam aprender comigo que a importância de SER é infinitamente maior que a importância de TER. E que busquem nos seus amigos e companheiros aquela riqueza espiritual que o tempo não consome, respeitando igualmente a todos os homens, qualquer que seja a sua posição social, econômica, seu nível cultural, sua cor, filosofia de vida ou profissão.

SENHOR: não permitas que a minha felicidade, o meu bem-estar, a alegria dos meus filhos e o conforto do meu lar me tornem orgulhosa e soberba, fazendo com que eu menospreze as outras mulheres que não foram aquinhoadas com a mesma generosidade. Ajuda-me, Senhor, a receber com humildade as bênçãos com que fui agraciada, rendendo-te graças todos os dias pela saúde, alegria, beleza e inteligência dos meus filhos, sem me esquecer, contudo, das que não puderam, fisicamente, dar vida a um ser, nem das que choram e se desesperam porque a maternidade lhes trouxe, em vez de riso, lágrimas.
Que eu me compadeça e console, Senhor, a mãe pobre que vê seu filho chorar de fome e frio; a pobre mãe cujo filho a morte roubou; a mãe que vê seu filho percorrer os caminhos do vício, do crime, da violência, da degradação; a mãe que jamais pôde ver um lampejo de inteligência no olhar de seu filho. Que eu pense nelas, Senhor, com amor e benevolência, pois estou sujeita às mesmas dores e sobressaltos.

SENHOR: não permitas que eu confunda, no relacionamento com meus filhos, amor com excesso de mimo, liberdade com indisciplina, amizade com falta de respeito, bondade com protecionismo, justiça com vingança, castigo com crueldade. Ajuda-me, ó Deus, a encontrar o ponto de equilíbrio, a medida exata e a dose certa, dando-me a lucidez e o bom senso necessários para que eu corrija com amor, castigue com moderação, oriente com firmeza, eduque com sabedoria, compreenda com dignidade, ame com segurança.
Que eu não seja o juiz implacável nem o réu pusilânime de meus filhos. “Que eles cresçam, Senhor, em estatura e graça, diante de Ti e dos homens”, para que eu possa olhar bem dentro dos seus olhos e dentro de mim mesma, sem corar nem baixar a cabeça, mas com a convicção de que fui digna da missão que me confiaste.

AMÉM!

Cidinha Baracat - (texto do livro "Ciranda de Vidro”")


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